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Com o apoio de sua RNIE e universidades, El Salvador avança na luta contra a pandemia

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O combate à pandemia de Coronavírus em El Salvador tem em sua linha de frente dois aliados muitos importantes: a rede nacional de pesquisa e educação do país, RAICES, e a Universidade Francisco Gavidia, que, com o apoio e a banda larga oferecida pela rede acadêmica, desenvolveu ações para fortalecer a luta contra o COVID-19.

A primeira delas foi o desenvolvimento de um respirador mecânico automatizado para apoiar os hospitais no atendimento de emergências. Se trata de um equipamento cujo protótipo, criado pelo Laboratório de Nanotecnologia da UFG, funciona com um motor e, com elementos elaborados com uma impressora 3D, pressiona uma bomba manual de auxilio respiratório utilizada nas áreas de emergência.

De acordo com o diretor do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação da UFG, Óscar Picardo, a expectativa é que uma vez concluído o protótipo, este cumpra com todas as condições e requisitos da FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA), para tentar produzir em escala pré-industrial cinco ou 10 equipamentos mais.

“Se tudo funcionar bem, pode ser que no futuro isso se desenvolva comercialmente, com produção em grande escala através de alguma empresa que se interesse no projeto. Nós somos uma universidade, não nos dedicamos nem à parte comercial, nem à produtiva”, explicou Picardo. O académico também contou que a universidade tem a intenção de desenvolver um respirador mais “complexo”, como os utilizados nas unidades de cuidados intensivos.

Propostas de políticas públicas

Outra ação da UFG foi o desenvolvimento de um plano de políticas públicas para amortizar o impacto do COVID em outras áreas, como a economia. Nomeado "Saúde, economia e modelos matemáticos: uma abordagem ao COVID-19 em El Salvador e propostas de políticas públicas", o relatório apresenta dados, perguntas e perspectivas da relação entre economia e saúde após a pandemia do COVID-19 e seu desenvolvimento em El Salvador; com o auxílio do modelo matemático SIR/SEIR, foram feitas projeções em Python para prognosticar o desenvolvimento da pandemia e assim projetar políticas, medidas e programas para lidar com a crise.

A equipe responsável pelo relatório é composta por Helga Cuéllar-Marchelli, PhD e diretora do Departamento de Estudos Sociais da Fundação Salvadorenha de Desenvolvimento Econômico e Social (FUSADES), Óscar Picardo, Javier Cladellas, do Centro de Modelagem Matemática "Carlos Castillo Chávez ”, da UFG, James Humberstone, engenheiro do mesmo centro, Óscar Luna, diretor editorial da Disruptiva.media, e Roberto J. Vidrí, instrutor clínico da Escola de Medicina da Universidade Tufts, nos Estados Unidos.

Entre as conclusões, o estudo aponta que, para ampliar a capacidade do sistema público de saúde e enfrentar a pandemia do COVID-19, é importante envolver empresas, universidades e outras instituições que possam contribuir com valiosos conhecimentos e recursos, o que reforça a importância do trabalho de RAICES e da UFG neste momento.

"Saúde, economia e modelos matemáticos: uma abordagem ao COVID-19 em El Salvador e propostas de políticas públicas", está disponível para consulta e download em http://observatoriocovid19.sv/epidemiologia.html

Para mais informações sobre o trabalho da UFG, visite http://www.ufg.edu.sv/

Para mais informações sobre RAICES, visite http://www.raices.org.sv/

 

* Con informaciones de EFE.